Só deste modo a ideia é verdade, e verdade total.
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Da Ideia do Belo em Geral I
Chamamos ao belo ideia do belo. Este deve
ser concebido como ideia e, ao mesmo tempo, como a ideia sob forma particular;
quer dizer, como ideal. O belo, já o dissemos, é a ideia; não a ideia
abstracta, anterior à sua manifestação, não realizada, mas a ideia concreta ou
realizada, inseparável da forma, como esta o é do principio que nela aparece.
Ainda menos devemos ver na ideia uma pura generalidade ou uma colecção de
qualidades abstraídas dos objectos reais. A ideia é o fundo, a própria essência
de toda a existência, o tipo, unidade real e viva da qual os objectos visíveis
não são mais que a realização exterior. Assim, a verdadeira ideia, a ideia
concreta, é a que resume a totalidade dos elementos desenvolvidos e manifestados
pelo conjunto dos seres. Numa palavra, a ideia é um todo, a harmoniosa unidade
deste conjunto universal que se processa eternamente na natureza e no mundo
moral ou do espírito.
Só deste modo a ideia é verdade, e verdade total.
Só deste modo a ideia é verdade, e verdade total.
Só Arriscando a Nossa Vida Conservamos a Liberdade
Só arriscando a nossa vida conservamos a liberdade, só assim provamos que a essência da consciência de si próprio não é o ser, não é o modo imediato como essa consciência surge em primeiro lugar, não é a sua fixação na expansão da vida.
Georg Hegel
A Natureza Subjectiva do Tempo
O tempo, tal como o espaço, é uma forma pura da intuição ou percepção sensível. É a condição de toda a percepção activa imediata, e também de tudo o que é percepcionado, isto é, de toda a experiência e de tudo o que é experimentado. A natureza é feita de tempo e de espaço, e é um processo. Quando salientamos o seu aspecto espacial, estamos conscientes da sua natureza objectiva; quando salientamos o seu aspecto temporal, tornamo-nos conscientes da sua natureza subjectiva. Tal como a percepcionamos, a natureza é um processo de devir infindável e contínuo. As coisas chegam e partem no tempo, mas são também temporais - o tempo é o seu modo de existência.
Georg Hegel, in 'Enciclopédia'
O Artista e a sua Obra
O artista tem pois essa experiência com a
sua obra: ele não produziu uma essência igual a ele mesmo. Sem dúvida, da sua
obra retorna para ele uma consciência, pois uma multidão admirativa honra a
obra como o espírito que é a essência deles. Essa admiração, porém, ao lhe
restituir a sua consciência de si apenas como admiração é antes uma confissão
feita ao artista de que ela não é igual a ele. Uma vez que o seu Si retorna
para ele como júbilo em geral, ali ele não encontra nem a dor da sua formação e
da sua produção, nem o esforço do seu trabalho.
Os outros podem de facto julgar
a obra ou trazer-lhe oferendas, conceber, de algum modo, que ela seja a sua
consciência; se eles se colocam com o seu saber acima dela, o artista, pelo
contrário, sabe o quanto a sua operação vale mais do que a compreensão e o
discurso deles; se eles se colocam abaixo dela e nela reconhecem a essência
deles que os domina, ele conhece-a, pelo contrário, como o seu senhor.
Georg Hegel, in 'Fenomenologia do Espírito'
Georg Hegel, in 'Fenomenologia do Espírito'
O Sentido do Espírito
Para conhecer bem os factos e enxergá-los
no seu verdadeiro lugar, deve-se estar no cume - não os considerar de baixo
pelo buraco da fechadura da moralidade ou de alguma outra sabedoria.
(...) O ponto de vista geral da história filosófica não é abstractamente geral, mas concreto e eminentemente actual, porque é o Espírito que permanece eternamente junto de si mesmo e ignora o passado. À semelhança de Mercúrio, o condutor das almas, a Ideia é na verdade o que conduz os povos e o mundo, e é o Espírito, a sua vontade razoável e necessária, que orientou e continua a orientar os acontecimentos do mundo.
Georg Hegel, in 'Curso de 1822'
A Mente Universal
A mente universal manifesta-se na arte como
intuição e imaginação; na religião manifesta-se como sentimento e pensamento
representativo; e na filosofia ocorre como liberdade pura de pensamento. Na
história mundial a mente universal manifesta-se como actualidade da mente, na
sua integridade de internalidade e de externalidade. A história do mundo é um
tribunal porque, na sua absoluta universalidade, o particular, isto é, as
formas de culto, sociedade e espíritos nacionais em todas as suas diferentes
actualidades, está presente apenas como ideal, e aqui o movimento da mente é a
manifestação disto mesmo...
A história da mente é a sua acção. A mente é apenas o que faz, e a sua acção faz dela o objecto da sua própria consciência. Através da história, a sua acção ganha consciência de si mesma como mente, e apreende-se na sua interpretação de si mesma para si mesma. Esta apreensão é no seu ser e no seu princípio, e a realização desta apreensão numa dada fase é simultaneamente a rejeição dessa fase e a sua elevação a uma fase mais elevada.
Georg Hegel, in 'Filosofia do Direito'
A história do mundo não é o veredicto da
força, isto é, de um destino cego realizando-se a si mesmo numa inevitabilidade
abstracta e não-racional. Pelo contrário, porque a mente é razão implícita e
explicitamente, e porque a razão é explícita para si mesma, na mente, enquanto
conhecimento, a história do mundo é o desenvolvimento necessário, decorrente da
liberdade da mente, dos momentos da razão e, deste modo, da autoconsciência e
da liberdade da mente.
A história da mente é a sua acção. A mente é apenas o que faz, e a sua acção faz dela o objecto da sua própria consciência. Através da história, a sua acção ganha consciência de si mesma como mente, e apreende-se na sua interpretação de si mesma para si mesma. Esta apreensão é no seu ser e no seu princípio, e a realização desta apreensão numa dada fase é simultaneamente a rejeição dessa fase e a sua elevação a uma fase mais elevada.
Georg Hegel, in 'Filosofia do Direito'
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